terça-feira, 10 de março de 2009

Escuro

Era uma vez alguém que tinha medo do escuro, não porque não via, não porque era mais fácil ataca-la, mas porque e apenas porque a sua mente tomava a liberdade de ser livre e a levava a mundos nunca antes conhecidos.
Levava-a com uma força a ilha das trevase de repente ao mundo de ilusão, era livre e voava e não mais assentava. Levava-a ao passado e ao futuro, ao fim e ao inicio, levava-a a um limite inexploravel e ela tinha medo disso!!!
Podia fazer arrepender-se de tudo ou vanglorizar os seus actos, podia fazê-la chorar compulsivamente ou rir até mais não... Podia o que queria porque era livre e o escuro puxava pela sua imaginação!!!
Imaginava castelos na areia, dragões encantados, princesas de guerra... imaginava plantas selagens, águas límpidas manchadas de sangue!
O limite da mente era infinito... mas um dia esse alguém descobriu a electricidade e nunca mais apagou a luz, a mente já mais não voô. Esse alguém nunca mais teve medo do escuro e a vida tornou-se apenas vida, dias passados, choros escondidos, sorrisos disfarçados, gestos inuteis, actos desesperados.
E então lá no fundo, bem no fundo ouviu-se uma voz: "Tenho medo de nunca mais ter o escuro em mim!"

2 comentários:

  1. Adorei!
    Muito fixe.

    Agora o meu comentario especial ao texto... "É nestas alturas que saber do interruptor da luz faz falta"
    eheheheheheheh

    bjs prima

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  2. Pois é prima, pois é mas nós temos a mania de esconder o interruptor da luz atras dos moveis...

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