Que dia este, irónico absolutamente irónico tu, tu e mais tu... Quantas vezes sais de uma encruzilhada e quantas vezes paras na mesma? É sempre a mesma história e tu repetes as proezas... Feitio ou defeito? Angústia, medo Ah Ah essas palavras dominam-te num instante... Enfim precisas de estar contigo própria e foges a isso tipo um ladrao foge a policia... Mas esse corpo tecido por alguém estranho, que te refunde lá dentro, e que tu tantas vezes tentas largar... esse corpo não deixa que te libertes e fugas, corras e corras até nunca ninguém te encontrar...
Mantés os elementos da natureza junto de ti nada como a água do mar ou o lume de uma fogueira para te acalmar, até a brisa incessante ou mesmo o cheiro da terra te dominam... e aí sim refundes o teu ser, deixas o teu ser estar limpo por um momento... É disso que precisas constantemente... Mas é tão dificil chorar... porque é um lado seco e duro em ti que não se desvanece, contas ao vento os teus segredos, fixas no mar as tuas ideias, o horizonte é um belo conselheiro pelo menos não responde quando tens as mais ínfimas dúvidas e deixa que a resposta chegue a ti através de ti... Não gostas de ti própria, nunca gostaste... Tens uma relaçao perigosa a viver dentro de ti só não saber qual dos dois vai ganhar... Esperas e anseias que um deles ganhe, que seja forte e que vença o outro! Mas quando é que tu vais entender que isso nunca vai acontecer! És uma força destruidora da natureza! Nada em ti é real! Tu não és real! Criatura ficticia criada por algum demónio solto por aí! Abrigas-te na natureza quando precisas de chorar... Ela ouve e entende o que mais ninguém poderá entender... Avisa-te antes de chegar que não é preciso estares sozinha num mundo onde ninguém te entende... Onde ninguém te vê existir! Vais-te refugiando no que é real e irreal... E depois disto tudo acabas por cair num oásis de perda sem nunca teres coragem de ditar um fim a tua existência... E assim segues em frente, calmamente, como se nada fosse, fingindo mais um bocadinho que és feliz... e os anos passam e consegues enganar meio mundo, aquele meio que não se aproxima para te ver ao perto.... Porque já suspeita que a tua ilusão é bem melhor que a tua realidade...
Fechas-te na tua concha enrolas-te bem, contas o passar do dia até voltares a renascer com um novo lado, um lado mais virado...
Quando voltas a fechar o teu coração? Sabes eras mais estável quando o tinhas fechado sem espaço para nada entrar... Ninguém te conseguia magoar porque ninguém lá entrava... tens saudades dessa muralha mas nada fazes para a criar... Agora a realidade é outra bem diferente... agora tens de te aguentar a bronca com os erros que cometeste... mas uma coisa tu sabes... O problema és apenas tu... e no dia em que partires ele vai deixar de existir...
Pequena luz é o nome deste blog pois é de uma pequena luz que todos nós precisamos, seja essa pequena luz encontrada na internet, na criança que brinca na rua e dentro do nosso coração! Ao encontrar-mos essa pequena luz cabe-nos a nós fazê-la crescer! Por isso para iniciar este blog lanço aqui uma ideia a todos ós que por cá passarem: Vamos encontrar essa pequena luz! Vamos encontrar o lado feliz de todos nós, e porque não começar hoje! O amanhã será sempre o amanhã!
terça-feira, 3 de maio de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Birrinha
Hoje fiz uma birrinha, uma daquelas que me saiem bem caras... Esta saiu pôs em causa a minha alma, desenterrou o meu passado com a espada mais afiada, daquelas que nem se tem noçao que existem... Levantam o lençol que tapa sem se dar por ela e eis a dor bem escondida lá no fundo... Tão bem escondida que pensámos que já não existia... Doi muito na altura depois pegamos nos melhores lençóis e tapamos, escondemos no fundo do baú e tapamos com cimento para conseguirmos seguir a nossa vida e de repente alguem sem intenção nenhuma ergue a espada e começa a destruir tudo o que demoramos a construir e nós sem nos aperceber-mos vamos deixando até que nos tocam na ferida e ai doi muito... A pessoa que destapou nao percebe de onde vem tamanha dor... e nós também não lhe conseguimos explicar... Destrói-se uma vida em prol de um passado distante e sujo... Roubaram-nos a inocência e tiraram-nos tudo quanto podiam para quê? Mais valia terem pegado na espada e nos terem cortado aos pedaços membro após membro até chegarem ao último que sentimos... Será que doía tanto... Mesmo que a dor fosse horrível pelo menos a morte chegava depressa... cada vez mais depressa... Não fazia o efeito lacerante que esta dor faz... Ímpossivel de esconder... de atenuar... de minimizar... É extenuante e no fim de isto tudo quanto mais anseias pelo momento final, o ultimo respirar, mais ele demora a vir... Quando era adolescente disseram-me que eu só ia morrer no dia que gostasse da vida... e por isso mesmo acho que vou ficar pa semente... Quanto mais vivo pior é o dia seguinte... Um deslumbramento de felicidade traz quilos de dor em cima... E eu nao aguento... nao aguento mais
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