quinta-feira, 28 de abril de 2011

Birrinha

Hoje fiz uma birrinha, uma daquelas que me saiem bem caras... Esta saiu pôs em causa a minha alma, desenterrou o meu passado com a espada mais afiada, daquelas que nem se tem noçao que existem... Levantam o lençol que tapa sem se dar por ela e eis a dor bem escondida lá no fundo... Tão bem escondida que pensámos que já não existia... Doi muito na altura depois pegamos nos melhores lençóis e tapamos, escondemos no fundo do baú e tapamos com cimento para conseguirmos seguir a nossa vida e de repente alguem sem intenção nenhuma ergue a espada e começa a destruir tudo o que demoramos a construir e nós sem nos aperceber-mos vamos deixando até que nos tocam na ferida e ai doi muito... A pessoa que destapou nao percebe de onde vem tamanha dor... e nós também não lhe conseguimos explicar... Destrói-se uma vida em prol de um passado distante e sujo... Roubaram-nos a inocência e tiraram-nos tudo quanto podiam para quê? Mais valia terem pegado na espada e nos terem cortado aos pedaços membro após membro até chegarem ao último que sentimos... Será que doía tanto... Mesmo que a dor fosse horrível pelo menos a morte chegava depressa... cada vez mais depressa... Não fazia o efeito lacerante que esta dor faz... Ímpossivel de esconder... de atenuar... de minimizar... É extenuante e no fim de isto tudo quanto mais anseias pelo momento final, o ultimo respirar, mais ele demora a vir... Quando era adolescente disseram-me que eu só ia morrer no dia que gostasse da vida... e por isso mesmo acho que vou ficar pa semente... Quanto mais vivo pior é o dia seguinte... Um deslumbramento de felicidade traz quilos de dor em cima... E eu nao aguento... nao aguento mais

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