terça-feira, 3 de maio de 2011

Precalços da vida

Que dia este, irónico absolutamente irónico tu, tu e mais tu... Quantas vezes sais de uma encruzilhada e quantas vezes paras na mesma? É sempre a mesma história e tu repetes as proezas... Feitio ou defeito? Angústia, medo Ah Ah essas palavras dominam-te num instante... Enfim precisas de estar contigo própria e foges a isso tipo um ladrao foge a policia... Mas esse corpo tecido por alguém estranho, que te refunde lá dentro, e que tu tantas vezes tentas largar... esse corpo não deixa que te libertes e fugas, corras e corras até nunca ninguém te encontrar...
Mantés os elementos da natureza junto de ti nada como a água do mar ou o lume de uma fogueira para te acalmar, até a brisa incessante ou mesmo o cheiro da terra te dominam... e aí sim refundes o teu ser, deixas o teu ser estar limpo por um momento... É disso que precisas constantemente... Mas é tão dificil chorar... porque é um lado seco e duro em ti que não se desvanece, contas ao vento os teus segredos, fixas no mar as tuas ideias, o horizonte é um belo conselheiro pelo menos não responde quando tens as mais ínfimas dúvidas e deixa que a resposta chegue a ti através de ti... Não gostas de ti própria, nunca gostaste... Tens uma relaçao perigosa a viver dentro de ti só não saber qual dos dois vai ganhar... Esperas e anseias que um deles ganhe, que seja forte e que vença o outro! Mas quando é que tu vais entender que isso nunca vai acontecer! És uma força destruidora da natureza! Nada em ti é real! Tu não és real! Criatura ficticia criada por algum demónio solto por aí! Abrigas-te na natureza quando precisas de chorar... Ela ouve e entende o que mais ninguém poderá entender... Avisa-te antes de chegar que não é preciso estares sozinha num mundo onde ninguém te entende... Onde ninguém te vê existir! Vais-te refugiando no que é real e irreal... E depois disto tudo acabas por cair num oásis de perda sem nunca teres coragem de ditar um fim a tua existência... E assim segues em frente, calmamente, como se nada fosse, fingindo mais um bocadinho que és feliz... e os anos passam e consegues enganar meio mundo, aquele meio que não se aproxima para te ver ao perto.... Porque já suspeita que a tua ilusão é bem melhor que a tua realidade...
Fechas-te na tua concha enrolas-te bem, contas o passar do dia até voltares a renascer com um novo lado, um lado mais virado...
Quando voltas a fechar o teu coração? Sabes eras mais estável quando o tinhas fechado sem espaço para nada entrar... Ninguém te conseguia magoar porque ninguém lá entrava... tens saudades dessa muralha mas nada fazes para a criar... Agora a realidade é outra bem diferente... agora tens de te aguentar a bronca com os erros que cometeste... mas uma coisa tu sabes... O problema és apenas tu... e no dia em que partires ele vai deixar de existir...

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