sexta-feira, 5 de novembro de 2010

saudades tuas...

Sinto saudades tuas... bem sei que não foi um mar de rosas... mas sinto saudades tuas... nem sei do quê ao certo... das tuas embirrancias, da tua maneira de ser... ate mesmo das discussões estúpidas e infantis que tinhamos....
Quando pensei em acabar tudo parecia bom não ia mais discutir contigo, nem ter de lutar por uma batalha perdida, nem ter de me preeocupar quais os teus planos que eu so iria ter conhecimento em cima da hora...
Quantas vezes me questionei porque estavas comigo? Porque insistias nesta relação... Seria que gostavas realmente de mim? Sera que todos a nossa volta teriam razão e que so estavas comigo por comodismo... Hoje acabamos e nem sei porque e que eu estava contigo quanto mais porque tu estavas comigo...
Sei que não vai ser fácil... e nem imagino o que é o correcto a fazer... mas já está, está feito... e agora acabou para dar espaço a algo que irá encher as nossas vidas...
Será que esse algo virá ou irei viver sempre neste buraco imerso do universo... em que nada me preenche... em que me sinto fútil e inutil mesmo dentro da minha própria vida...
Não aguento estar sozinha mas não me aptece a companhia de ninguém apenas a tua... que estás demasiado ocupado para isso... a tua que eu acabei com ela... e puff!!!
Agora tenho o que desejei... porque será que não me sinto realizada?
Enfim o destino irá responder até lá apenas me resta esperar... e esperar... e esperar...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

A lei de retorno do universo

As fases más da vida deixam-nos sempre a pensar qual o sentido da mesma... Qual a nossa missão... Eu acredito na lei de retorno do universo e por acreditar nela sinto-me com esperança que as coisas mudem... Por vezes olho para mim própria entro no espelho da idade e revejo tudo o que fiz, e a lei do retorno que recebi... outras vezes entendo que nao mereco isso e são essas alturas que me fazem pensar bem na vida... Se não mereco porque estou eu "a levar com isto"... ok eu sei que na vida tem de se aprender... porém a minha aprendizagem parece estar muito lenta em certos sectores...
Com a lei do retorno do universo sei que ainda vou gozar de coisas que me tornarão uma pessoa melhor ou andei eu enganada toda a vida? Porém é daquelas que me aconteceram de pior que eu mais me lembro.... Não é isso tipicamente humano? Levarmo-nos pelo negativismo? Um dia sei que vou chegar a causa dos acontecimentos que tive hoje... porém o preço certo a pagar por cada um deles poderá ser bastante alto... Alto demais pa eu conseguir pagar... Mas para já "tenho me aguentado a bronca" e isso deixa-me realizada.. feliz comigo própria... pelo menos assumo os meus erros e trato das suas consequências apenas com a única pessoa que se meteu neles... eu própria...
Por isso antes de teres uma atitude que prejudique outro alguém lembra-te e pergunta-te; Qual será a lei do retorno que esta atitude me trará... não te preocupes a resposta virá para breve...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Indecisa

As vezes na tua vida, tás indecisa, tão indecisa que nem sabes o que fazer, é mesmo como estares num cruzamento podes escolher qualquer uma das saídas mas apenas uma vai dar ao sítio que tu queres... ou seja á tua própria felicidade...
Podes ouvir as opiniões dos outros ou não a opção será sempre tua mas há duas que vais ter de escutar mesmo que não gostes elas são mesmo essênciais... é a opinião do teu coração e da tua razão... essas são indispensáveis... sim porque quando os outros dão a sua opinião tu só tens vontade de ofertar o teu coração e dizer agora resolve-te com ele... mas a vida não é assim...
Tou com uma grande decisão nas minhas mãos sinto-a e elas até trasnpiram de pensar nela, o meu corpo batalha a toda a hora, quer tudo ganhar o orgulho, a confiança, a timidez, o amor, e nem se lembram que o conjunto é que me constrói....
Queria ter uma bola de cristal que me disse-se que decidir... sei que não foste sempre correcto para mim mas terei eu sido sempre correcta para ti?
Agora gostava de adivinhar o que sentes, o que esperas de mim, o que valo para ti... só assim posso decidir a minha indecisão...
Mas como a vida não pára, e eu e tu também não, está decisão será decidida e assim transformada numa decisão...

terça-feira, 4 de maio de 2010

Procuro-te


    Sinto-te longe, distante, indiferente a mim... As muralhas do meu mundo cor-de-rosa a desabar e onde estás tu?
   Grito por ti, a minha voz reclamaa tua presença, quero-te junto de mim! Agora!
   Mas a minha voz dissipa-se no silêncio! Quero gritar, chorar, estremecer de raiva e ódio... Não é raiva e ódio de ti, mas sim de mim própria, por precisar tanto de ti... por exigir tanto de ti... quando o meu direito de exigir é nenhum...
   Sufoco-me na própria dor, tão própria que fui eu que a criei, talvez apenas a tenha criado para te sentir... talves apenas para ter um motivo, um motivo válido para lutar pela tua presença... ou então ela tenha vindo ao meu encontro e me tenha segredado ao ouvido "Olá sou a tua dor, pelo menos tens-me a mim!" e eu apenas tenha baixado os olhos juntamente com a cabeça e assentido a sua presença.
   O escuro não sai, a luz não vêm, e o cor-de- rosa já foi com a luz que existia, apenas existe o escuro, o escuro que existe com a tua ausência.
   Decido mexer-me e consigo, porque consigo sempre tudo o que quero, procuro aquela lanterna, aquela lanterna que existe dentro de mim... Onde está ela? Começo pelos pés, percorro cada dedo, cada dedo grita que está escuro e eu aceito a realidade, continuo a subir, os meus tornozelos deixam-me passar mas não sem antes proclamarem o frio que está e começo a sentir tremer tal como um sismo mas é apenas as minhas pernas e a junção deste frio e desta dor que provoca o efeito... Vou continuando parece que o meu ventre está adormecido, já não treme mas começa as voltas com a minha presença... que posso fazer eu para pará-lo? apenas continuar a procurar a lanterna... Até que começo a ver uma luz muito ao fundo parece vir do coração, e é exactamente que está aí a minha lanterna, aquela que iluminará e voltará a dar côr aos meus dias... ao meu corpo... mas essêncialmente a minha alma...
   E a medida que me vou aproximando noto que ela não está sozinha, debato-me, assusto-me, grito de pânico até que me acalmo e penso: "Estou a procurar dentro de mim, só poderá lá estar quem eu deixar entrar!"
   Mais uma vez grito, desta vez pergunto "Quem é?" mas não obtenho resposta, nenhum ruído sai desse corpo belo que se me apresenta.
   Decido avançar, mais um passo e... cada vez mais essa silhueta se torna visível, mais minha reconhecida, então quando estou a uns 20 metros (ou 50, sei lá nunca fui boa a medir distâncias), vejo-te a ti, a tremer, de facto já me tinha esquecido do frio que estava naquele local...
  Quando me vês chegar olhas-me nos olhos, esses teus olhos aquecem-me instantaneamente, mostras-me o teu melhor sorriso ( que me enche de luz e manda embora a escuridão) e apenas dizes com um tom de voz doce como o mel "Demoras-te tanto meu amor!"

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Nomada

Estou a acabar de ler o livro nómada de Stephanie Mayer e tou a adorar a lição que está lá implicita, o livro conta a historia do mundo ser invadido por almas aligenas que andam a conquistar vários planetas, para isso incerem-se dentro de humanos e assim usam o seu corpo para podes habitar na terra.
Constroiem um mundo sem medo, sem "mal", onde não há dor física, nem assaltos, não há doenças incuráveis nem gente mal disposta. É um estilo de somos todos amigos e felizes.
Porém há uma distinção entre os corpos, existem alguns "alígenas" que se conseguem integrar logo e aniquilar os humanos e outros que têm sérias dificuldades. A diferença está na força interior da pessoa. Então aparece um caso especial é quando a humana e a alígena conseguem partilhar o mesmo corpo dando-se bem e sendo amigas, e o livro é sobre esta historia... a força que dois inimigos podem ter quando lutam pela mesma causa, e quando essa causa é o amor a força ainda aumenta... quando os inimigos se transformam nos amigos, quando os amigos se transforam nos inimigos, quando um sentimento desconhecido nos assusta mas prevalece, quando não sabemos o que é mais correcto e incorrecto, quando o mundo se torna totalmente diferente do que parecia e desaba a nossa frente... quando tudo para nós está errado e é desconhecido... é quando mostramos a essência do que somos, quando provamos a nós mesmos quanto valemos e que a nossa presença no mundo é especial e essêncial...
Quando nada sabemos... estamos preparados para tudo descobrir...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Decisões

As vezes ficamos sem terra debixo dos pés... a nossa vida dá uma volta que nem conseguimos acreditar... quando essa volta e para o lado positivo sorrimos, dançamos, pulamos e muitas vezes esquecemo-nos de agradecer ao universo o bem que nos toca... Porém quando nos toca ao mal temos tendência para ir abaixo e menosprezar-nos a nós como aos outros...
De facto a minha vida tá um caos... é uma realidade... mesmo um processo de mudança a força mas ao mesmo tempo que "as desgraças vão aparecendo", vão-me indicando o caminho a seguir, e acima de tudo mostrando os erros que cometo...
Tava a cometer um erro enorme até agora que muitas vezes nós humanos (imperfeitos) cometemos constantemente... achava que tinha o direito de invadir a liberdade de uma pessoa só por gostar dela... então hoje o meu momento de reflexão mostrou-me o contrário, a pessoa tem ou não a liberdade de confiar em mim, de acreditar em mim e até de querer receber o meu amor... cabe-me a mim decidir perante as decisões da outra pessoa se desejo manter a minha atitude ou alterá-la... se "estou para aturar isso" e se é melhor ignorar...
O meu poder de decisão é meu, e não invade a liberdade da outra pessoa, mas querer que a pessoa confie mais, goste mais, demonstre mais isso sim, isso é invasão de liberdade...
É um erro comum que dá direito a outras chatices... esta é a minha decisão... respeitar a opinião dos outros e aceitá-la mesmo que não concorde, porém as minhas decisões poderão levar ao afastamento... mas isso já estamos a falar da minha liberdade...

sábado, 16 de janeiro de 2010

Solidao

Hoje estou a sentir-me muito sozinha, e até mesmo um pouco triste... mas nem entendo o porquê? Sim estive metade da tarde sozinha e daí? Mas tambem não me aptece ir para a cama nem tão pouco ir conversar com alguém... Por e simplesmente começo a estar entediada... o que aqui até é bem normal... um navio fechado... mas não procurei se alguém ia sair ou companhia para fazer algo...
Mas pronto talvez seja apenas um dia chato e nada mais se passe... isto de ser intuitiva tem muito que se lhe diga...lol
E nem paciencia pa escrever tenho... por isso vou ficar por aki...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A minha passagem de ano


Este fim de ano foi fabuloso, sabes quando estas num estado incerto da tua vida, nada se passa, começas a entrar em rotinas e detestas rotinas... entao ate pensas que as tuas ferias nao tem nada de emocionante para te dar calor na hora de ir embora... apenas aquele ceu nublado entediante... que nao da calor, nem para aquecer a roupa quanto mais o coraçao...

E de repente entra algo na tua vida... assim mesmo pertinho de vires embora que muda tudo... apenas em dias enche-te o coração... enche-te a vontade de respirar a cada minuto... mas esta passagem de ano era um teste tao grande, nao apenas a quem me enche o coração mas a mim própria, um auto-teste que eu não tive aviso prévio...

Como faço sempre apenas decido em ultima hora onde passo a passagem de ano, e so queria ir a este sitio se alguem especial fosse comigo... por isso mesmo com todos os meus medos no auge nao deixei de ter a coragem de telefonar a fazer o convite... (foi uma sensação horrível, uma espera pela negação, uma ausência de pensamento em que breves momentos consegui parar o medo aquele grande receio da negação)...

Mesmo estando atormentada e guardando aquele friozinho na barriga durante todo o tempo fiquei exteriormente segura (e interiormente aterrorizada) que era uma decisão tomada... e assim foi...

E assim foi quando cheguei nem queria acreditar, o som, as pessoas... tudo tão estranho e tudo tão familiar...

Aquele mundo que eu sempre sonhei onde o egoísmo fica do lado de trás, onde os sorrisos são espontâneos, onde a vida flue no sentido mais puro da vida...

Aquele som que gritava por mim e que me pedia para apenas ser eu, libertar todas as amarras que eu tanto guardo, que tanto me prendem e me fazem sentir presa dentro de um corpo que é apenas meu, e que me fazem tanto lutar contra mim própria, sim acho que passei a noite toda a lutar contra essas amarras até que fiquei totalmente desamarrada... senti-me a flutuar num unviverso em que não há pesos para carregar, em que não há culpa nem preconceito... em que toda a gente sente a verdadeira essência da vida... o meu corpo vibrava a cada minuto como se pedisse mais e mais... sentia-se sedento da minha atenção e foi então que eu entendi que acabei de dar uma grande prenda a mim mesma (sim no outro dia estava toda partida, mas o meu corpo sorria), a prenda de poder estar sem amarras por uma noite... onde as minhas pernas, os meus braços, os meus pensamentos fluiam sem certo nem errado, sem "o que os outros tao a pensar" ou "que figuras estou a fazer"... foi o meu ser mais puro que se mostrou ali... sim aquele sitio onde todas as cores vibravam, e vibravam mesmo dentro de mim...

Sentia o magnetismo de subirem e descerem dentro de mim... até que chegou ao momento em que o cansaço era extremo... mas o meu corpo não se rendia, não parava, não conseguia parar, ele que gritava tanto por isso há tanto tempo... e eu nunca o tinha ouvido....

Até que o cansaço venceu, mas o sorriso não finou, manteve-se de dia pa dia como algo em ti que floresce e floresce...

De facto foi uma das melhores noites de sempre que o meu corpo vai pedir muitas vezes, que a minha alma vai exigir continuamente e eu como uma boa anfitriã deste dom que a vida me deu e como forma de agradecimento ao que o meu corpo me tem prestado ao longo da vida vou ter de ceder...