Pequena luz é o nome deste blog pois é de uma pequena luz que todos nós precisamos, seja essa pequena luz encontrada na internet, na criança que brinca na rua e dentro do nosso coração! Ao encontrar-mos essa pequena luz cabe-nos a nós fazê-la crescer! Por isso para iniciar este blog lanço aqui uma ideia a todos ós que por cá passarem: Vamos encontrar essa pequena luz! Vamos encontrar o lado feliz de todos nós, e porque não começar hoje! O amanhã será sempre o amanhã!
terça-feira, 4 de maio de 2010
Procuro-te
Sinto-te longe, distante, indiferente a mim... As muralhas do meu mundo cor-de-rosa a desabar e onde estás tu?
Grito por ti, a minha voz reclamaa tua presença, quero-te junto de mim! Agora!
Mas a minha voz dissipa-se no silêncio! Quero gritar, chorar, estremecer de raiva e ódio... Não é raiva e ódio de ti, mas sim de mim própria, por precisar tanto de ti... por exigir tanto de ti... quando o meu direito de exigir é nenhum...
Sufoco-me na própria dor, tão própria que fui eu que a criei, talvez apenas a tenha criado para te sentir... talves apenas para ter um motivo, um motivo válido para lutar pela tua presença... ou então ela tenha vindo ao meu encontro e me tenha segredado ao ouvido "Olá sou a tua dor, pelo menos tens-me a mim!" e eu apenas tenha baixado os olhos juntamente com a cabeça e assentido a sua presença.
O escuro não sai, a luz não vêm, e o cor-de- rosa já foi com a luz que existia, apenas existe o escuro, o escuro que existe com a tua ausência.
Decido mexer-me e consigo, porque consigo sempre tudo o que quero, procuro aquela lanterna, aquela lanterna que existe dentro de mim... Onde está ela? Começo pelos pés, percorro cada dedo, cada dedo grita que está escuro e eu aceito a realidade, continuo a subir, os meus tornozelos deixam-me passar mas não sem antes proclamarem o frio que está e começo a sentir tremer tal como um sismo mas é apenas as minhas pernas e a junção deste frio e desta dor que provoca o efeito... Vou continuando parece que o meu ventre está adormecido, já não treme mas começa as voltas com a minha presença... que posso fazer eu para pará-lo? apenas continuar a procurar a lanterna... Até que começo a ver uma luz muito ao fundo parece vir do coração, e é exactamente que está aí a minha lanterna, aquela que iluminará e voltará a dar côr aos meus dias... ao meu corpo... mas essêncialmente a minha alma...
E a medida que me vou aproximando noto que ela não está sozinha, debato-me, assusto-me, grito de pânico até que me acalmo e penso: "Estou a procurar dentro de mim, só poderá lá estar quem eu deixar entrar!"
Mais uma vez grito, desta vez pergunto "Quem é?" mas não obtenho resposta, nenhum ruído sai desse corpo belo que se me apresenta.
Decido avançar, mais um passo e... cada vez mais essa silhueta se torna visível, mais minha reconhecida, então quando estou a uns 20 metros (ou 50, sei lá nunca fui boa a medir distâncias), vejo-te a ti, a tremer, de facto já me tinha esquecido do frio que estava naquele local...
Quando me vês chegar olhas-me nos olhos, esses teus olhos aquecem-me instantaneamente, mostras-me o teu melhor sorriso ( que me enche de luz e manda embora a escuridão) e apenas dizes com um tom de voz doce como o mel "Demoras-te tanto meu amor!"
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